Grupo Motofil


Fundada: 1981 | Sede: Ílhavo | Área: Indústria

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João Carlos Novo

Com apoio de António Carlos Novo e Paula Novo


Nível de Heroísmo 4.9596774193548

Impacto Social

Capacidade Inspiracional 4.8790322580645

Número total de votos: 124

Sacrificámos a nossa família para não prejudicar a dos nossos colaboradores.



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Antes do salto

A Motofil foi criada há cerca de 36 anos – na altura Motores e Fios Lda – pelo meu pai e o meu tio, com o intuito primário de fornecer uma outra empresa da família.

Com forte gestão familiar, no início, contávamos apenas com a colaboração de cerca de 40 pessoas para a produção de motores elétricos e fio esmaltado e tinhamos Portugal como mercado principal.

Com a chegada da segunda geração da família - eu, a minha irmã e os meus primos - chegaram também novas ideias. Face a um futuro pouco risonho dos produtos que fabricávamos e à pouca ligação que sentia por estes, decidi explorar novos mercados, nomeadamente o da Robótica.

Como era uma área pouco explorada em Portugal, procurei técnicos e centros de desenvolvimento em Espanha e, depois de muito batalhar, fechei uma parceria com uma marca de robôs japonesa, a FANUC.

De '92 a '98, eram feitos os estudos em Espanha e fabricadas as soluções em Portugal, sendo que em 1998 senti que era chegada altura de dar o salto.

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O que motivou o salto

A produção de soluções robóticas especializadas vinha a ser melhorada e a presença da outra empresa no mercado dos produtos primários era cada vez menos reconhecida e constantemente ameaçada por outras grandes empresas.

Era necessário abandonar de vez o produto primário e apostar fortemente no mercado das soluções robóticas!

O facto de o mercado começar a apresentar sinais de regressão e de a robótica ser, na altura, uma área ainda de muitas incógnitas, provocou uma forte resistência da outra parte da família para com essa visão. Os conflitos entre as duas partes começaram a ser cada vez mais constantes e foi nessa altura que, com o apoio do meu pai e irmã, decidi terminar a relação entre as duas empresas e dar o salto.

Não foi uma decisão fácil, porque mais do que separar um negócio estava a separar-se uma família. Mas eu tinha uma visão e uma estratégia e sabia que teria de sacrificar a minha família de forma a não ter de sacrificar as dos nossos colaboradores no futuro.

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O salto

Apesar da decisão mais difícil já estar tomada, com a separação das empresas, não se avizinhavam tempos fáceis, porém eu e a minha família sabíamos que estávamos a fazer o melhor para os nossos colaboradores e clientes.

Eles foram e continuam a ser a grande preocupação da empresa.

No sentido de construir uma unidade industrial maior, capaz de responder às necessidades desta nova área de negócio, mudámos de localização. Foi uma decisão arriscada, principalmente pela altura em que foi feita esta mudança, pois o mercado começava a mostrar indícios de recessão e o investimento estava a ser maior do que aquilo que a empresa faturava.

Inicialmente, apostámos fortemente na equipa comercial e numa unidade de formação para técnicos especializados. Como se os desafios ainda não fossem muitos, a estratégia inicial passava por focar o esforço comercial a nível internacional e não só em Portugal. Se era para ir com tudo então que a meta fosse desde logo o mundo.

No final, o risco compensou, e muito.

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Os resultados do salto

O resultado foi melhor do que aquilo que alguma vez sonhei.

Atualmente a empresa fabrica não só produtos de robótica mas também produtos dedicados ao corte térmico, automação de soldadura, consumíveis e aeronáutica.

O que começou por ser uma só empresa é agora um grupo constituído por 6 empresas e 3 delegações comerciais com vista à expansão.

De fornecedores de Portugal passamos a ser fornecedores globais e podemos dizer, orgulhosamente, que estamos nos 4 cantos do mundo.

Passámos de 40 para 300 colaboradores, formámos e integrámos colaboradores da região, retribuindo à região que bem nos acolheu, quando aqui chegamos apenas com uma visão e uma estratégia.

Depois do primeiro grande salto nunca mais parámos e já neste ano, 2018, o grupo prepara-se para dar mais um que tem vindo a construir ao longo dos últimos anos.

Hoje, podemos dizer que a Motofil é uma empresa de referência a nível internacional.

Se a nossa motivação era fazer mais e melhor, agora, ela é maior que nunca.

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Os resultados do salto

O resultado foi melhor do que aquilo que alguma vez sonhei.

Atualmente a empresa fabrica não só produtos de robótica mas também produtos dedicados ao corte térmico, automação de soldadura, consumíveis e aeronáutica.

O que começou por ser uma só empresa é agora um grupo constituído por 6 empresas e 3 delegações comerciais com vista à expansão.

De fornecedores de Portugal passamos a ser fornecedores globais e podemos dizer, orgulhosamente, que estamos nos 4 cantos do mundo.

Passámos de 40 para 300 colaboradores, formámos e integrámos colaboradores da região, retribuindo à região que bem nos acolheu, quando aqui chegamos apenas com uma visão e uma estratégia.

Depois do primeiro grande salto nunca mais parámos e já neste ano, 2018, o grupo prepara-se para dar mais um que tem vindo a construir ao longo dos últimos anos.

Hoje, podemos dizer que a Motofil é uma empresa de referência a nível internacional.

Se a nossa motivação era fazer mais e melhor, agora, ela é maior que nunca.