Silva's


Fundada: 1979 | Sede: Figueira da Foz/ Alhados | Área: Indústria

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Antero Urbano


Nível de Heroísmo 5

Impacto Social

Capacidade Inspiracional 5

Número total de votos: 2

Quando a crise chegou, usámos o conhecimento técnico que existia na casa para nos reinventarmos.



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Antes do salto

A Silvas é uma empresa de metalomecânica que fabrica equipamento não específico para o sector industrial.

Nasceu em 1979, há 40 anos, com o dinheiro da encomenda para fabricar uma lavaria de areias siliciosas, tendo posteriormente dedicado ao fabrico de máquinas para descasque, branqueio, armazenagem e transporte de arroz, tendo esta actividade representado até à década de 90 90% da sua facturação. Uma grande percentagem do arroz chegado à mesa dos portugueses passava pelas máquinas desenhadas, fabricadas e montadas pela Silvas, S.A.

Em 1988, considerando a experiência que havia dentro de portas, a Silvas abriu nas suas instalações uma escola de formação profissional nas áreas de mecânica, desenho de projecto, electricidade e informática.

Totalizou 14 turmas de alunos que chegavam com o 6º ou o 9º ano e faziam 3 anos de formação e escolaridade com uma forte componente prática.

O mais curioso é que metade destes alunos acabaram por ser absorvidos pela Silvas e garantir o seu emprego. E com esta formação a Silvas conseguiu converter para o 2º sector uma zona que era maioritariamente agrícola.

02

O que motivou o salto

Com a conjuntura desfavorável de 92/94 e com a concorrência de concorrentes Alemães e japoneses e com a falta de capacidade de internacionalização a Silvas começa a perder encomendas, numa altura em que já empregava mais de 100 trabalhadores. Rapidamente os custos começam a superar os ganhos e em 1994 a Silvas quase faliu. 

No entanto os seus administradores nunca desistiram de lutar.

03

O salto

A Silvas empregava por esta altura muitos trabalhadores. Alguns deles eram o único sustento da família. Fechar portas teria um impacto enorme.

E o conhecimento técnico que havia na casa era enorme. De maneira que a administração pegou nesse activo da empresa e adaptou-se às condições de mercado. 

A empresa começou a produzir máquinas para equipamentos não específico, ou seja, à medida do cliente. Essa é hoje a sua principal actividade. O cliente tem uma necessidade especial e a Silvas projecta a máquina, constrói-a e faz a sua manutenção. Para os mais diversos sectores de actividade: para cerâmica branca, para reciclagem, para fundição, e tantos outros.

Este salto implicou uma adaptação de toda a estrutura a novas realidades e desafios.

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Os resultados do salto

Hoje a Silvas voltou a ser uma empresa próspera que emprega 100 trabalhadores e consegue cumprir com todos os seus compromissos.

80% dos seus trabalhadores são das aldeias limítrofes e muitos deles estão na empresa há mais de 20 anos. Há 3 trabalhadores que ainda lá estão desde o primeiro dia em que a Silvas abriu portas. O sentimento é o de uma família.

Este salto permitiu que a Silvas continue a dar aos seus trabalhadores condições que já não se encontram em muitas empresas: o refeitório, gerido pela própria empresa, serve refeições por 1,50€, leva o lanche ao posto de trabalho dos trabalhadores e o café custa 0,25€.

Cada trabalhador tem direito a um seguro de vida e a um PPR pago pela empresa, assim como à comparticipação num seguro de saúde. Apesar de, por vezes, estes benefícios não serem valorizados pelos trabalhadores, a verdade é que a empresa sente que está a assegurar um futuro para aqueles que considera a sua família.

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Os resultados do salto

Hoje a Silvas voltou a ser uma empresa próspera que emprega 100 trabalhadores e consegue cumprir com todos os seus compromissos.

80% dos seus trabalhadores são das aldeias limítrofes e muitos deles estão na empresa há mais de 20 anos. Há 3 trabalhadores que ainda lá estão desde o primeiro dia em que a Silvas abriu portas. O sentimento é o de uma família.

Este salto permitiu que a Silvas continue a dar aos seus trabalhadores condições que já não se encontram em muitas empresas: o refeitório, gerido pela própria empresa, serve refeições por 1,50€, leva o lanche ao posto de trabalho dos trabalhadores e o café custa 0,25€.

Cada trabalhador tem direito a um seguro de vida e a um PPR pago pela empresa, assim como à comparticipação num seguro de saúde. Apesar de, por vezes, estes benefícios não serem valorizados pelos trabalhadores, a verdade é que a empresa sente que está a assegurar um futuro para aqueles que considera a sua família.